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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Novidades do congresso da Academia Americana de Dermatologia

As novidades que vão chegar às prateleiras, aos consultórios de dermatologia e às clínicas de estética foram apresentadas no último e mais importante evento anual da Academia Americana de Dermatologia (AAD ou American Academy of Dermatology), entre os dias 04 e 08 de fevereiro de 2011.


Para conferir de perto, a dermatologista Denise Steiner, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, esteve presente e reuniu as principais técnicas e produtos promissores apresentados durante o evento científico.

Melasma - Foram apresentadas duas novas opções para o tratamento de manchas e melasma (tipo de mancha que aparece em qualquer mulher, sendo mais comum em gestantes).

Uso (tratamento 1): A promessa está numa enzima chamada lignina peroxidase. A proposta é um produto em forma de creme que age quebrando a melanina (responsável pela pigmentação da pele) sem causar toxicidade. O produto pode ser usado duas vezes ao dia, inclusive em grávidas, sem causar irritação ou efeitos colaterais como os do acido retinóico e hidroquinona. A promessa é uma pele mais clara e com aparência mais homogênea após um mês de uso diário.

Uso (tratamento 2): Um sistema de clareamento com 3 produtos: um limpador, um produto contendo a decapeptídeo e um creme à base acido glicólico para facilitar a penetração. O decapeptídeo atua inibindo a tirosinase, enzima responsável pela produção de melanina. Nas pesquisas realizadas"in vitro" o decapeptídeo mostrou-se 17 vezes mais potente que a hidroquinona, sendo mais seguro também.

Toxina botulínica: a tão aclamada toxina botulínica apareceu com uma formulação diferenciada: o uso tópico.

Uso: a ideia é realmente aplicar a própria substância diretamente sobre a pele, em forma de gel-creme. No entanto, o produto ainda está em fase de testes (fase 2), mas já se tornou polêmico e revolucionário ao mesmo tempo. Uma das razões é a dificuldade de penetração de qualquer produto tópico até o músculo. “Se o produto for eficaz, será interessante, especialmente para o tratamento da hiper-hidrose”, afirma a dermatologista Denise Steiner.

Cicatrizes: “Há dois cicatrizantes novos que parecem ser muito interessantes para o tratamento das cicatrizes hipertróficas e do queloide. Esses eventos pressupõem que o processo de cicatrização está acelerado e fora de controle”, afirma a dermatologista Denise Steiner.

Uso (tratamento 1): Esse tratamento considera que, segundo pesquisas, a substância avotermin (TGF beta 3) apresenta-se diminuída nas cicatrizes. Em estudos, a aplicação do avotermin logo após o fechamento de cortes ou cirurgias melhorou 70% dos casos.

Uso (tratamento 2): Outra substância promissora é a interleucina 10, que também apresenta-se diminuída em cicatrizes hipertróficas (que após um processo normal de cicatrização apresenta um supercrescimento do tecido da região, como em acnes graves). A aplicação é similar à do avotermin.

* Os produtos ainda não estão disponíveis no Brasil
LasersPara lipoaspiração - “Os lasers estão cada vez mais específicos a fim de acertarem melhor o alvo”, explica a Dra. Denise Steiner. Segundo a dermatologista, o laser para lipoaspiração provocou bastante interesse na classe médica. “Trata-se de um laser de iodo que emite dois comprimentos de onda simultaneamente, 924 nm e 975 nm, por meio de uma cânula que penetra na pele através de um corte de 1 cm. A dermatologista alerta que para a realização do procedimento é preciso anestesia local e profissionais capacitados, já que o plano da luz deve ser respeitado.

A ação do aparelho justifica a destreza em seu uso: “O comprimento de onda 924 nm é específico para gordura e prova lipólise, enquanto o 975 nm estimula o colágeno”, explica a dermatologista Denise. Isso porque o objetivo é realizar a lipoaspiração e, ao mesmo tempo, melhorar a flacidez da pele. Além disso, o procedimento pode ser realizado em áreas menores também, como queixo, braço e culote, sem a necessidade da aspiração, já que a luz emitida ajuda a metabolizar a gordura local. O laser já está chegando ao Brasil, mas poucos profissionais têm experiência em seu manuseio.

Contra flacidez e estria - O laser de CO2 fracionado ablativo (aquele que atinge as camadas mais profundas da pele) foi assunto de diversas palestras durante o congresso. “O destaque ficou por conta de um aparelho com duas ponteiras, sendo que uma delas atinge profundidades maiores”, conta Dra. Denise Steiner.

Uso (tratamento 1): Sua ação na derme profunda melhora a flacidez, mas também provoca algum dano à epiderme (descamação). No entanto, se utilizado em energias e densidades baixas pode ser aplicado na realização de peelings em áreas sensíveis, como pesçoco, mãos e colo.

Uso (tratamento 2): Outra aplicação que se mostrou eficaz, segundo a dermatologista, foi em relação ao tratamento de estrias. “As estrias têm sido tratadas com algum sucesso com os lasers fracionados não ablativos. Mas o fato de o CO2 fracionado ablativo atingir a epiderme também apresentou melhores resultados”, explica a médica.

Radiofrequência fracionada contra a flacidez - A tecnologia de radiofrequência fracionada emite calor para a profundidade da pele, melhorando a flacidez. Esse tipo de tratamento com ponteiras não ablativas já têm sido utilizado no rosto e corpo.
Durante o Congresso da Academia Americana de Dermatologia discutiu-se o uso de ponteiras de radiofrequência que também atingem a epiderme (não apenas a derme, camada mais profunda). “A aplicação da radiofrequência bipolar estimula o colágeno, provocando algum grau de ablação (descamação) mas sem provocar tanto calor à pele”, afirma a dermatologista.

Cabelo, cílios, sobrancelhas - O bimatropost, um análago da prostaglandina, substância muito utilizada no tratamento de glaucoma, para a aplicação no folículo piloso de cabelos, cílios e sobrancelhas para estimular seu crescimento.

Além da aplicação em cílios, já aprovada pelo FDA (órgão regulatório americano do setor), “a novidade apresentada no congresso são os estudos que comprovam sua eficácia em sobrancelhas e até mesmo na alopecia androgenética do couro cabeludo (queda de cabelo de origem genética)”, explica Denise Steiner. Os resultados da aplicação nesses locais mostrou que a diferença no comprimento e na espessura dos cílios pode ser percebida após 40 dias de uso, uma única vez ao dia. Estudos preliminares garantem que o produto é seguro, mas pode escurecer a pele local e, raramente, a íris.


FONTE: Portal Fator Brasil

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Caspa: causas e soluções

Entenda as causas da dermatite seborreica e saiba como combatê-la

Talvez a única coisa pior do que acordar com o cabelo de mau jeito seja se deparar com os temidos pontinhos brancos capazes de estragar qualquer visual. A caspa é um pesadelo. Apesar de ser um distúrbio conhecido há bastante tempo, a dermatologia ainda desconhece as causas exatas do surgimento do fungo, assim como uma solução que seja 100% eficaz.

Descamação e oleosidade

De acordo com a diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Maria Fernanda Gavazzoni, o problema é resultado de descamação acompanhada de oleosidade excessiva. "É conhecida como dermatite seborreica", diz. A professora Solange Cardoso, chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), na UERJ, acrescenta: "É uma dermatose crônica e surge com frequência em áreas ricas em glândulas sebáceas como couro cabeludo, orelhas, face, região inframamária e tronco. A pele fica avermelhada com escamas amareladas graxentas. Nas formas mais leves, apresenta-se como uma fina de descamação no couro cabeludo".

Causas

A causa para o surgimento do fungo ainda é um mistério para a medicina dermatológica, mas as especialistas levantam hipóteses. "Parece ter causas genéticas associadas à intensa atividade das glândulas sebáceas e à participação do fungo chamado Malassezia", explica Gavazzoni. Solange Cardoso complementa: "Composição anormal do sebo e o uso de certas drogas podem ajudar no surgimento da caspa, que também pode estar associada à infecção pelo vírus do HIV nas formas mais severas e persistentes".

A falta de higiene não é necessariamente um causador dos pontinhos brancos. No entanto, fatores emocionais podem influenciar na permanência do distúrbio, que não é contagioso. "O estresse está frequentemente associado à piora das lesões. A dermatite seborreica pode estar relacionada a anormalidades neurológicas como o Parkinson e a influências do sistema nervoso", esclarece a professora Solange, acrescentando que, apesar de não influenciar diretamente, o asseio deve ser realizado: "A falta de higiene pode aumentar a oleosidade e, portanto, o aumento de fungos e bactérias".

Clima frio agrava

A caspa apavora as mulheres, mas é mais presente em homens, explica Gavazzoni, pois a atividade da testosterona é maior e ativa a ação das glândulas sebáceas, piorando o problema. No inverno, a incidência é maior. "A dermatite seborreica piora nos climas frios e secos por uma maior atividade das glândulas sebáceas neste período", diz a presidente da SBD. "O fluxo sanguíneo e a temperatura da pele podem ser responsáveis pela distribuição do eczema. Variações sazonais de temperatura e umidade estão relacionadas à piora da dermatite", inteira Cardoso.

O tratamento para a caspa se dá através do uso diário de shampoos à base de piritionato de zinco, cetoconazol, ciclopirox olamina e ácido salicílico. "Dependendo da intensidade das lesões é importante o exame por um dermatologista", ressalta a professora do HUPE.

O eczema seborreico, de acordo com as especialistas, é uma doença crônica. Por isso, não existe um tratamento que elimine a caspa de vez e o acompanhamento por um profissional é necessário. Para prevenir o surgimento do fungo, Gavazzoni aconselha: "As pessoas que têm propensão devem optar pelos shampoos com os elementos citados anteriormente e evitar condicionadores e cremes capilares". 


FONTE: Bolsa de Mulher - Nayara Marques

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Dermatologistas ensinam como tratar a queda de cabelo em mulheres


Pode causar espanto, mas os dermatologistas garantem que a calvície feminina é um problema comum. O transtorno, debatido no 65° Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que aconteceu neste fim de semana no Rio, tem as causas mais diversas. Entre as mais comuns estão as mudanças hormonais, a genética e distúrbios como a anemia e o hipotireoidismo. Segundo o dermatologista Marcio Rutowitsch, chefe do setor de dermatologia no Hospital dos Servidores do Estado, cerca de 30% das mulheres com 50 anos têm algum grau de calvície. É preciso ficar atento aos sinais, já que a queda de cabelo no sexo feminino costuma ser diferente da no masculino.

- São raras as mulheres que ficam completamente carecas. O que acontece é um afinamento progressivo, geralmente a partir dos 30 anos - explica Rutowitsch.

O dermatologista Celso Tavares Sodré, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), alerta que as mulheres devem ficar atentas a alguns sinais especiais, já que, todo dia, as pessoas perdem cerca de 100 fios. Essa perda só preocupa se os fios começam a se acumular no ralo da pia ou do chuveiro, na escova, nas roupas ou no travesseiro. Quando todo o cabelo fica mais ralo, caem tufos ou há um afinamento onde os fios são repartidos, é hora de procurar um médico. Os tratamentos respondem melhor quando a calvície está em fase inicial e vai variar de acordo com o tipo de queda. Para um diagnóstico completo, os médicos costumam recomendar exames clínicos e laboratoriais, como o tricograma (análise dos fios). Em alguns casos, é necessário fazer a biópsia do couro cabeludo.

Um dos tipos mais comuns de queda de cabelo é o eflúvio telógeno, caracterizado pela diminuição dos fios em toda a cabeça. A queda pode ser aguda ou crônica e geralmente é causada por febres altas, dengue, anemias (causadas por menstruações intensas ou deficiências nutricionais), dietas radicais, medicamentos e no pós-parto.

- Doenças endocrinológicas, como as da tireoide, e estresses importantes também podem fazer o cabelo cair. Em geral, o distúrbio se resolve espontaneamente ou em até seis meses quando a causa é corrigida - afirma Sodré.

Outra causa comum é a alopecia androgenética - a calvície hereditária - que chega a atingir uma em cada cinco mulheres, de acordo com a Academia Americana de Dermatologia, nos Estados Unidos. Rutowitsch explica que, nesses casos, os fios da linha da testa são preservados e a mulher não ganha entradas, mas o cabelo da parte de trás e no alto da cabeça vai ficando mais ralo. A predisposição genética é que vai determinar o grau de queda, mas o excesso de hormônios masculinos, muitas vezes elevados por problemas no ovário ou nas glândulas suprarrenal e hipófise, pode contribuir para o seu agravamento.

Foi o que aconteceu com a organizadora de eventos Julia Andrade, de 29 anos, que passou quase um ano lutando contra a rarefação dos fios. A culpa era da síndrome dos ovários policísticos, que causou alterações significativas em sua taxa de testosterona.

- Primeiro meus fios ficaram absurdamente oleosos e depois começaram a cair. Só que a queda foi lenta e demorei a perceber o problema. Achei que era por causa do excesso de secador, tintura e chapinha. Também fiz besteira porque passei meses tentando resolver o problema com cabeleireiros. Só quando comecei a tomar anticoncepcionais é que os fios voltaram ao normal.

Tanto Rutowitsch como Celso Sodré alertam que, raramente, penteados, escovas, chapinhas e tinturas fazem o cabelo cair.

- Em geral, esses procedimentos provocam a quebra do cabelo, mas quase nunca vão provocar a queda. Mas a tração continuada de alguns processos, como os alisamentos e os penteados afros, podem provocar a pedra definitiva dos fios - alerta Sodré.

Tratamento com boa taxa de sucesso

Muitos tratamentos usados para combater a calvície masculina não podem ser feitos por mulheres, já que eles agem diretamente nos hormônios. Dependendo do caso, Celso Sodré recomenda medicamentos por via oral ou tópica que antagonizem a ação dos hormônios masculinos.

- Os resultados são variáveis. Em geral, conseguimos a diminuição, a estabilização ou mesmo a reversão parcial do processo. Na calvície, os resultados demoram no mínimo seis meses para serem observados e o tratamento é para sempre.

Além dos medicamentos combinados, Rutowitsch aposta em alguns nutracêuticos herbais, que também podem ter ação nos hormônios que estimulam a queda. Outra opção é a terapia capilar feita com o LED vermelho, que tem ação anti-inflamatória. O laser também pode ajudar, mas os dermatologistas alertam que ainda faltam estudos que comprovem a eficácia da terapia.

Já mudar a dieta, se a queda não for de origem nutricional, provavelmente não vai ajudar em nada.

- Caso seja identificada a carência ou o excesso de algum elemento dietético, a mudança pode ajudar. No caso da calvície, não vai ter nenhum efeito - completa Sodré.


Fonte: O Globo Online - Maria Vianna

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Dermatoscopia - Você conhece esse exame?


Dermatoscopia é uma ferramenta diagnóstica cada vez mais usada pelos dermatologistas. Trata-se de um sistema óptico capaz de ampliar as estruturas presentes na pele de 10 até 20 vezes, permitindo a visualização de elementos não visíveis a olho nu. Com o surgimento dos aparelhos portáteis, a técnica está cada vez mais difundida.

O dermatoscópio pode ser usado nas seguintes situações:

- Diagnóstico clínico de tumores de pele, diferenciando benignos (ceratose seborréica, nevos melanocíticos, melanose solar) e malignos (melanoma, câncer basocelular).

- Orientar o local de realização da biópsia.

- Acompanhar a evolução de lesões suspeitas.

- Evitar a realização de cirurgias desnecessárias, ou seja, uma lesão que a olho nu parece ser suspeita de ser câncer, na dermatoscopia pode mostrar elementos que afastem essa hipótese.

- Diagnóstico de lesões no couro cabeludo: alopécias (queda de cabelos), lúpus, liquen plano, entre outras.


Existem ainda estudos científicos em andamento para o diagnóstico de várias outras doenças, utilizando-se a dermatoscopia.

Devemos sempre lembrar que não basta apenas realizar a dermatoscopia. A história clínica, exame físico ainda são essenciais e o exame histopatológico ainda é o padrão ouro no diagnóstico de tumores cutâneos. Sempre que necessário, as lesões suspeitas devem ser biopsiadas ou retiradas por completo.





Dermatoscopia - Você conhece esse exame?


Dermatoscopia é uma ferramenta diagnóstica cada vez mais usada pelos dermatologistas. Trata-se de um sistema óptico capaz de ampliar as estruturas presentes na pele de 10 até 20 vezes, permitindo a visualização de elementos não visíveis a olho nu. Com o surgimento dos aparelhos portáteis, a técnica está cada vez mais difundida.

O dermatoscópio pode ser usado nas seguintes situações:

- Diagnóstico clínico de tumores de pele, diferenciando benignos (ceratose seborréica, nevos melanocíticos, melanose solar) e malignos (melanoma, câncer basocelular).

- Orientar o local de realização da biópsia.

- Acompanhar a evolução de lesões suspeitas.

- Evitar a realização de cirurgias desnecessárias, ou seja, uma lesão que a olho nu parece ser suspeita de ser câncer, na dermatoscopia pode mostrar elementos que afastem essa hipótese.

- Diagnóstico de lesões no couro cabeludo: alopécias (queda de cabelos), lúpus, liquen plano, entre outras.


Existem ainda estudos científicos em andamento para o diagnóstico de várias outras doenças, utilizando-se a dermatoscopia.

Devemos sempre lembrar que não basta apenas realizar a dermatoscopia. A história clínica, exame físico ainda são essenciais e o exame histopatológico ainda é o padrão ouro no diagnóstico de tumores cutâneos. Sempre que necessário, as lesões suspeitas devem ser biopsiadas ou retiradas por completo.