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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Dermatologista responde a questões sobre cuidados com a pele negra

Pessoas com a pele negra têm menos problemas de envelhecimento e menos susceptibilidade ao câncer de pele. Mas isso não quer dizer que não seja preciso se proteger do sol com o auxílio do filtro solar nem descuidar da saúde da pele. As cicatrizações também precisam de atenção e o aparecimento dos queloides é mais comum. Gabriela Issa, médica dermatologista, responde a algumas questões sobre o tema.

• O que difere a pele negra da branca e da morena?
A pele possui um pigmento chamado melanina, que dá cor à pele, e quanto maior a concentração, mais escura será a pele. Os melanócitos (células da pele que produzem a melanina) na pele negra produzem mais melanina e por isso a pele fica mais escura.
Não só a pele, mas os anexos cutâneos (pelos, unhas, glândulas sudoríparas e sebáceas) tem características distintas.
Os pelos também não são uniformes, o diâmetro é irregular ao longo do fio, por isso a aparência popularmente denominada “crespa”. Além disso, o pelo nasce encurvado, o que explica a propensão à foliculite.
No couro cabeludo é possível evitar a foliculite não usando máquina para aparar os fios, apenas tesoura. Na área da barba e no restante do corpo, o ideal é usar a lâmina de barbear no sentido do crescimento dos fios, para evitar o encravamento.
As glândulas sudoríparas também estão presentes em maior quantidade e secretam mais suor. Idem para as glândulas sebáceas. E é normal as unhas se apresentarem com coloração acastanhada ou estrias escuras, não constituindo nenhuma doença. No entanto, é importante a avaliação pelo dermatologista para diferenciação com o melanoma da unha.
• Quais são os principais cuidados que pessoas de pele negra devem tomar?
A melanina em maior quantidade protege a pele negra do envelhecimento e câncer de pele causados pelos raios ultravioleta, mas a susceptibilidade a manchas é maior e por isso o filtro solar deve ser usado.
Devemos lembrar também que a miscigenação no Brasil é muito grande e há várias tonalidades intermediárias da pele entre a branca e a negra. Pessoas de pele morena podem estar se arriscando, caso não se protejam do sol.
Alguns tipos de câncer de pele não têm a exposição solar como principal desencadeante, como o melanoma e o carcinoma espinocelular, por isso mesmo pessoas de pele negra devem consultar um dermatologista periodicamente. O melanoma acral, que acomete extremidades como os pés, é mais comum em negros e é altamente agressivo.

• A cicatrização na pele negra é mais difícil?
A pele negra tem uma maior atividade e número de fibroblastos, que participam do processo de cicatrização, o que aumenta o risco do aparecimento de queloides e cicatrizes hipertróficas. Eles podem surgir após feridas por traumatismos ou cirurgias. Os locais mais comuns são: lóbulo das orelhas após colocação de brincos, tórax e ombros.
Além disso, as peles negras contêm maior número de glândulas sudoríparas, que causam a transpiração, e são, geralmente, mais oleosas que as peles brancas – sendo mais propensas às foliculites (pequenas lesões inflamadas nos poros) e acne.

• E quais os cuidados de beleza que pessoas com a pele negra devem tomar?
A pele negra é mais resistente que a pele branca, o que contribui para uma aparência mais jovem e para preservar a hidratação interna. As mulheres negras dificilmente têm problemas com celulite e flacidez, pois geralmente têm mais tonicidade e massa muscular.
Mas devem tomar cuidado com as estrias, pois sua pele tem uma trama mais fechada que se rompe com mais facilidade. Assim, as mulheres negras têm de evitar engordar e emagrecer rapidamente e redobrar a atenção na gravidez.
por Enio Rodrigo - Portal O que eu tenho?
http://oqueeutenho.uol.com.br/portal

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Novidades do congresso da Academia Americana de Dermatologia

As novidades que vão chegar às prateleiras, aos consultórios de dermatologia e às clínicas de estética foram apresentadas no último e mais importante evento anual da Academia Americana de Dermatologia (AAD ou American Academy of Dermatology), entre os dias 04 e 08 de fevereiro de 2011.


Para conferir de perto, a dermatologista Denise Steiner, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, esteve presente e reuniu as principais técnicas e produtos promissores apresentados durante o evento científico.

Melasma - Foram apresentadas duas novas opções para o tratamento de manchas e melasma (tipo de mancha que aparece em qualquer mulher, sendo mais comum em gestantes).

Uso (tratamento 1): A promessa está numa enzima chamada lignina peroxidase. A proposta é um produto em forma de creme que age quebrando a melanina (responsável pela pigmentação da pele) sem causar toxicidade. O produto pode ser usado duas vezes ao dia, inclusive em grávidas, sem causar irritação ou efeitos colaterais como os do acido retinóico e hidroquinona. A promessa é uma pele mais clara e com aparência mais homogênea após um mês de uso diário.

Uso (tratamento 2): Um sistema de clareamento com 3 produtos: um limpador, um produto contendo a decapeptídeo e um creme à base acido glicólico para facilitar a penetração. O decapeptídeo atua inibindo a tirosinase, enzima responsável pela produção de melanina. Nas pesquisas realizadas"in vitro" o decapeptídeo mostrou-se 17 vezes mais potente que a hidroquinona, sendo mais seguro também.

Toxina botulínica: a tão aclamada toxina botulínica apareceu com uma formulação diferenciada: o uso tópico.

Uso: a ideia é realmente aplicar a própria substância diretamente sobre a pele, em forma de gel-creme. No entanto, o produto ainda está em fase de testes (fase 2), mas já se tornou polêmico e revolucionário ao mesmo tempo. Uma das razões é a dificuldade de penetração de qualquer produto tópico até o músculo. “Se o produto for eficaz, será interessante, especialmente para o tratamento da hiper-hidrose”, afirma a dermatologista Denise Steiner.

Cicatrizes: “Há dois cicatrizantes novos que parecem ser muito interessantes para o tratamento das cicatrizes hipertróficas e do queloide. Esses eventos pressupõem que o processo de cicatrização está acelerado e fora de controle”, afirma a dermatologista Denise Steiner.

Uso (tratamento 1): Esse tratamento considera que, segundo pesquisas, a substância avotermin (TGF beta 3) apresenta-se diminuída nas cicatrizes. Em estudos, a aplicação do avotermin logo após o fechamento de cortes ou cirurgias melhorou 70% dos casos.

Uso (tratamento 2): Outra substância promissora é a interleucina 10, que também apresenta-se diminuída em cicatrizes hipertróficas (que após um processo normal de cicatrização apresenta um supercrescimento do tecido da região, como em acnes graves). A aplicação é similar à do avotermin.

* Os produtos ainda não estão disponíveis no Brasil
LasersPara lipoaspiração - “Os lasers estão cada vez mais específicos a fim de acertarem melhor o alvo”, explica a Dra. Denise Steiner. Segundo a dermatologista, o laser para lipoaspiração provocou bastante interesse na classe médica. “Trata-se de um laser de iodo que emite dois comprimentos de onda simultaneamente, 924 nm e 975 nm, por meio de uma cânula que penetra na pele através de um corte de 1 cm. A dermatologista alerta que para a realização do procedimento é preciso anestesia local e profissionais capacitados, já que o plano da luz deve ser respeitado.

A ação do aparelho justifica a destreza em seu uso: “O comprimento de onda 924 nm é específico para gordura e prova lipólise, enquanto o 975 nm estimula o colágeno”, explica a dermatologista Denise. Isso porque o objetivo é realizar a lipoaspiração e, ao mesmo tempo, melhorar a flacidez da pele. Além disso, o procedimento pode ser realizado em áreas menores também, como queixo, braço e culote, sem a necessidade da aspiração, já que a luz emitida ajuda a metabolizar a gordura local. O laser já está chegando ao Brasil, mas poucos profissionais têm experiência em seu manuseio.

Contra flacidez e estria - O laser de CO2 fracionado ablativo (aquele que atinge as camadas mais profundas da pele) foi assunto de diversas palestras durante o congresso. “O destaque ficou por conta de um aparelho com duas ponteiras, sendo que uma delas atinge profundidades maiores”, conta Dra. Denise Steiner.

Uso (tratamento 1): Sua ação na derme profunda melhora a flacidez, mas também provoca algum dano à epiderme (descamação). No entanto, se utilizado em energias e densidades baixas pode ser aplicado na realização de peelings em áreas sensíveis, como pesçoco, mãos e colo.

Uso (tratamento 2): Outra aplicação que se mostrou eficaz, segundo a dermatologista, foi em relação ao tratamento de estrias. “As estrias têm sido tratadas com algum sucesso com os lasers fracionados não ablativos. Mas o fato de o CO2 fracionado ablativo atingir a epiderme também apresentou melhores resultados”, explica a médica.

Radiofrequência fracionada contra a flacidez - A tecnologia de radiofrequência fracionada emite calor para a profundidade da pele, melhorando a flacidez. Esse tipo de tratamento com ponteiras não ablativas já têm sido utilizado no rosto e corpo.
Durante o Congresso da Academia Americana de Dermatologia discutiu-se o uso de ponteiras de radiofrequência que também atingem a epiderme (não apenas a derme, camada mais profunda). “A aplicação da radiofrequência bipolar estimula o colágeno, provocando algum grau de ablação (descamação) mas sem provocar tanto calor à pele”, afirma a dermatologista.

Cabelo, cílios, sobrancelhas - O bimatropost, um análago da prostaglandina, substância muito utilizada no tratamento de glaucoma, para a aplicação no folículo piloso de cabelos, cílios e sobrancelhas para estimular seu crescimento.

Além da aplicação em cílios, já aprovada pelo FDA (órgão regulatório americano do setor), “a novidade apresentada no congresso são os estudos que comprovam sua eficácia em sobrancelhas e até mesmo na alopecia androgenética do couro cabeludo (queda de cabelo de origem genética)”, explica Denise Steiner. Os resultados da aplicação nesses locais mostrou que a diferença no comprimento e na espessura dos cílios pode ser percebida após 40 dias de uso, uma única vez ao dia. Estudos preliminares garantem que o produto é seguro, mas pode escurecer a pele local e, raramente, a íris.


FONTE: Portal Fator Brasil

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Doenças de pele de fundo emocional

Um dos órgãos mais vulneráveis às emoções, a pele sinaliza quando elas fogem ao controle. Ouvir o alarme, procurar um médico e seguir o tratamento nem sempre resolve o problema. Você precisa também equilibrar o que está nos bastidores dessa trama 


Segundo maior órgão do corpo, a pele é mais do que uma embalagem: é um espelho do que acontece co nosco. A naturalista americana Diane Ackerman diz em seu livro Uma História Natural dos Sentidos (ed. Bertrand Brasil) o quanto ela é importante: “A pele respira e produz secreções, protegendo-nos contra os raios nocivos e os micróbios, isolando-nos do calor e do frio, regulando o fluxo sanguíneo, atuando como moldura para nosso tato, auxiliando-nos na atração sexual, definindo nossa individualidade”. Rica em terminações nervosas e dotada de intensa rede de vasos sanguíneos, está tão conectada ao cérebro que sofre os efeitos dos altos e baixos emocionais. Uma equipe da PUC do Rio Grande do Sul achou evidências da sua conexão com o emocional. Na pesquisa, de 2009, psicólogos avaliaram 205 pessoas entre 20 e 49 anos com problemas de pele: 63% haviam passado pouco antes por stress. “Perda de uma pessoa querida, de emprego, brigas na família ou uma cirurgia podem desencadear, por exemplo, a psoríase”, afirma o dermatologista Alan Menter, da Universidade de Baylor, em Dallas, nos Estados Unidos.

Ele estava à vontade para comentar: é o presidente do Conselho Internacional de Psoríase, presente no Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que discutiu o tema no Rio de Janeiro há três meses. Mas nem sempre basta recorrer a medicamentos. “Psicoterapia ou métodos que controlam o stress, como acupuntura e ioga, podem ajudar a diminuir os sintomas e ainda previnem novas crises”, afirma a dermatologista Denise Steiner, de São Paulo. Veja as principais doenças de pele que são agravadas pela ansiedade, tristeza, angústia e outros sentimentos.

Vitiligo

Distúrbio em que ocorre perda de melanócitos, células que produzem a melanina, pigmento que dá cor à pele. Surgem manchas lisas e esbranquiçadas.

CAUSA Predisposição genética. O próprio sistema de defesa entra em curto e produz anticorpos que destroem essas células.

EMOÇÕES Fatores como a tristeza por perdas (morte ou separação) podem desencadear ou piorar as manifestações da doença.

TRATAMENTO Para estimular a pigmentação, laser e cre mes (sensíveis à luz, com ação oposta à do protetor solar) combinados à radiação ultravioleta, corticoides e transplante de pele.

NOVIDADES Imunomoduladores, como imiquimod, estão em estudo, mas os resultados mais promissores vêm de um comprimido de Polypodium leucotomos, planta da Costa Rica que em laboratório revelou propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias e a capacidade de equilibrar o sistema imunológico. Eficaz também como protetor solar, ela estimulou a pigmentação na cabeça e no pescoço. 

Acne

Doença inflamatória em que as glândulas sebáceas produzem muito óleo, a ponto de fechar os poros, facilitando o ataque de bactérias. Comparada à acne típica da adolescência, a da mulher adulta provoca espinhas mais inflamadas, doloridas e profundas, sobretudo no queixo, na região da mandíbula e no pescoço.

CAUSAS Hereditariedade, mudança hormonal, calor, cosmético oleoso. Comum entre nós, a acne afeta 56,4% da população.

EMOÇÕES O stress promove uma descarga de cortisol, que estimula a síntese do hormônio masculino e faz a glândula sebácea trabalhar mais”, diz a dermatologista Denise Steiner.

TRATAMENTO Conforme o grau, inclui esfoliante, antibiótico, isotretinoína, anticoncepcional, luz pulsada, luz azul e laser fracionado.

NOVIDADES As últimas pesquisas inocentam o chocolate e a comida gordurosa e apontam outra culpada: a dieta rica em carboidratos e laticínios”, diz Cláudia Maia, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Suspeita-se que a doença esteja ligada a alterações metabólicas: em excesso, a insulina secretada após o consumo de carboidratos talvez favoreça as espinhas. Por essa razão, a metformina, indicada no controle de diabetes, começa a ser testada. 

Alopecia areata

Desordem que produz queda de cabelo súbita, deixando falhas em áreas arredondadas do couro cabeludo.

CAUSA Tendência hereditária. É mais comum entre os 20 e os 50 anos, sendo que 70% dos doentes têm o primeiro episódio antes dos 25. Pode ser passageira ou persistente.

EMOÇÕES Um trauma pode dar início à produção de anticorpos contra o folículo piloso. O stress também é desencadeador.

TRATAMENTO Corticoides no local das falhas, além de xampus, loções, minoxidil tópico ou oral, luz infravermelha ou ultravioleta e, em casos mais resistentes, transplante capilar.

NOVIDADES Por ser doença autoimune (em que a defesa interna ataca estruturas do próprio corpo), a imunoterapia tem sido recomendada nos casos graves. Aplicações semanais de difenciprona estimulam o surgimento de novos fios. 

Psoríase

Inflamação crônica caracterizada por lesões avermelhadas recobertas por escamas esbranquiçadas. Aparecem nos cotovelos, joelhos, no couro cabeludo e nas unhas ou espalhadas pelo corpo. Às vezes ataca as articulações. Dos cerca de 5 milhões de brasileiros atingidos pela psoríase, um quarto enfrenta estágios de moderado a grave, com impacto na qualidade de vida. Segundo o dermatologista Alan Menter, essas pessoas sentem-se discriminadas ou rejeitadas pela aparência.

CAUSAS A genética tem papel importante. Irritações na pele e a baixa umidade do ar podem ocasionar e complicar as crises, que se instalam quando o ritmo de renovação da pele se acelera devido a alterações nas defesas locais.

EMOÇÕES Pessoas tensas e perfeccionistas são mais sujeitas a desenvolver a doença, desencadeada muitas vezes pelo stress.

TRATAMENTO Evoluiu com o surgimento de agentes biológicos, que controlam a resposta imunológica. Eles são indicados em casos graves ou quando os remédios convencionais (metotrexato e ciclosporina) não surtem os efeitos esperados. O mais novo, o ustekinumab, administrado a cada 12 dias por via injetável, pode ser utilizado por longos períodos porque provoca menos náuseas e danos ao fígado. Em casos mais leves, a simples exposição à luz s olar diminui o ritmo de renovação das células da pele.

NOVIDADES Estudos sugerem que a psoríase ameaça o coração. “Quem a desenvolve estaria mais propenso a sofrer de síndrome metabólica, que se manifesta por aumento do colesterol e elevação da pressão arterial”, afirma Cláudia Maia. 

Dermatite atópica

Erupções e crostas na face, no couro cabeludo, nas mãos, nos pés, nos braços e nas pernas provocadas por in flamação crônica. A coceira é tão intensa que há risco de a pessoa se ferir e infectar as lesões. Mais comum em portadores de asma e de rinite alérgica.

CAUSA Todos os estudos apontam para a genética. Banho quente e atrito da toalha podem ressecar a pele e provocar lesões.

EMOÇÕES O stress agrava o problema: surgem novas feridas e mais coceira. A dermatite atinge mais de 3,5 milhões de brasileiros.

TRATAMENTO Cremes ou pomadas à base de cor ticoides; anti-histamínico oral contra coceira; antibióticos orais se houver infecção; exposição à luz ultravioleta combinada com doses orais de psoraleno; imunomoduladores de uso local.

NOVIDADES A descoberta de um fator imunológico, um desequilíbrio das células de defesa presentes entre a pele e a epiderme, alterou a abordagem da doença. Surgiram imunomoduladores, como pimecrolimus (em 2003) e o tacrolimus (em 2005), que permitem melhor controle do quadro. 

Dermatite seborreica

Inflamação da pele que produz vermelhidão, coceira e descamação nas áreas de maior concentração de glândulas sebáceas no corpo: em torno do nariz, nas sobrancelhas, atrás da orelha, na face e no peito. No couro cabeludo, pode acarretar a incômoda caspa.

CAUSAS Não esclarecidas”, diz a dermatologista Jozian Quental, autora de Sua Pele em Boa Forma (ed. Marco Zero). Além de maior produção de óleo, suspeita-se do fungo Pityrosporum ovale. Clima seco e alterações hormonais pioram os surtos.

EMOÇÕES Stress elevado deflagra os episódios. Essa dermatite atinge 18% da população mundial, a maioria entre 18 e 45 anos.

TRATAMENTO Xampus à base de enxofre, piritionato de zinco e cetoconazol, loções capilares com ácido salicílico, resorcina, ureia e cetoconazol, com ou sem hidrocortisona, além de prescrição de anti-inflamatórios e antifúngicos via oral.

NOVIDADES Laser de baixa frequência pode ser usado como coadjuvante no tratamento para reduzir a coceira e a descamação. 

Fonte: Revista Claudia Online - Cristina Nabuco

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Protetor solar na gravidez: tem risco?

Pesquisa sugere que algumas substâncias do produto são absorvidas pelo organismo e expelidas no leite materno

Um recente estudo publicado por pesquisadores suíços confirma uma suspeita antiga dos médicos: substâncias presentes em alguns tipos de protetores solares são absorvidas pelo organismo e excretadas no leite materno. Como tais substâncias podem permanecer armazenadas na gordura do corpo durante semanas, especialistas sugerem evitar seu uso desde a gestação.

A descoberta revela que bebês estão sendo expostos a composições químicas com potencial tóxico. “Cérebro, órgãos sexuais, pulmões e inúmeras glândulas estão em formação nestas crianças, ainda muito novas. Não se sabe o que essa contaminação pode causar”, alerta o cosmetologista Maurício Pupo, consultor em desenvolvimento cosmético e coordenador da pós-graduação em cosmetologia da Unicastelo.

A suspeita já existia porque estudos anteriores tinham verificado a presença de algumas substâncias de protetores na urina e no sangue de adultos. “Se o produto penetra na pele e segue para o sangue, era razoável pensar que ele também poderia ir para o leite materno, em mulheres lactantes”, comenta Pupo.

A taxa de contaminação das lactantes não é pequena. No estudo suíço, realizado com 54 mulheres na Universidade de Zurique, 85,2% das amostras de leite materno tinham algum resquício de protetor solar.

“O que chamamos de protetor solar é, na verdade, uma combinação de 20 a 30 substâncias químicas diferentes na formulação. Algumas requerem atenção”, adverte o especialista.

Existem três substâncias que são particularmente problemáticas: 4-metilbenzilideno cânfora (4-MBC), 3-benzilideno cânfora (3-BC) e octocrileno (OC). Elas são chamadas de poluentes orgânicos persistentes (POPs), que podem permanecer acumulados nos tecidos gordurosos de organismos vivos, dentre eles os seres humanos.

“Essas substâncias estão presentes em cerca de 30% dos protetores comercializados no País”, afirma Pupo. E como os protetores são produtos cosméticos, na classificação da Anvisa, todos podem ser vendidos livremente, sem qualquer receita.

Danos à reprodução

O cosmetologista cita estudos mais antigos, nos quais ficou comprovado que as substâncias 4-MBC e 3-BC afetam o sistema reprodutor de animais. “Elas podem desequilibrar o comportamento sexual feminino, alterar o tamanho da próstata e causar alguns desequilíbrios endocrinológicos”, aponta o especialista. “Em ratos, o crescimento ficou mais lento e a puberdade, postergada”, acrescenta.

Isso acontece, explica Pupo, porque os POPs agem sobre os mesmos receptores do estrógeno, o hormônio feminino. “O organismo pode se confundir”, afirma.

Estes efeitos danosos foram comprovados em animais, não em humanos. “Os protetores são amplamente usados no Brasil e não há relatos de complicações por seu uso”, pondera o dermatologista Sérgio Schalka, tesoureiro da Sociedade Brasileira de Dermatologia(SBD-SP).

Como prevenir

Na dúvida, o cosmetologista recomenda evitar os protetores com as substâncias suspeitas. “Sei que os nomes são complicados para decorar, mas pessoas alérgicas são obrigadas a andar com listas enormes de substâncias que não podem usar”, comenta Pupo.

Ele recomenda algo parecido às grávidas e lactantes. “Anote o nome das substâncias e solicite ao farmacêutico um protetor solar livre delas”, orienta.

Quanto usar

Tendo em mãos um protetor solar adequado para gestantes e lactantes, a mulher deve ter cuidado para usá-lo corretamente. O ideal é aplicar cerca de 30 minutos antes da exposição ao sol, embora algumas marcas já tenham fórmulas mais modernas, com absorção quase imediata.

Cerca de seis colheres de chá são suficientes para o corpo. Elas devem ser espalhadas de maneira homogênea e reaplicadas a cada duas horas. Se a pessoa passar menos protetor, o efeito dele passa a ser menor. Banhos de mar ou de piscina prolongados, com mais de 30 minutos, aceleram bastante a eliminação do protetor. 


FONTE: Delas Online - Portal iG - Bruno Folli
Foto: Thinkstock/Getty Images

segunda-feira, 1 de março de 2010

Cuidados da pele com acne


Quem tem acne seja na adolescência ou na idade adulta, deve ter cuidados especiais com a sua pele.

O rosto deve ser lavado com sabonete próprio 3 vezes ao dia. Nunca usar sabonetes que contêm hidratantes.

O uso de filtro solar é indispensável, mas não pode ser qualquer um. Filtros em creme ou loções podem piorar os cravos e espinhas, por isso devem ser usadas formulações em gel. O gel aquoso tem a vantagem de não arder. O uso do filtro solar vai evitar o aparecimento de manchas causadas pela cicatrização das lesões de acne.

Muitas vezes é necessário tratamentos tópicos específicos, que devem ser prescritos pelo dermatologista. Não use produtos indicados por parentes ou amigos, já que poderá causar alergia, irritação, manchas na pele.

Quanto a alimentação, até hoje os estudos científicos divergem em seus resultados e ainda não se conseguiu comprovar a relação entre alimentos e desencadeamento de acne. A tendência atual é de não restringir a alimentação.

Se a pele não está melhorando com os tratamentos tópicos, ainda há opções de tratamentos orais com antibióticos e isotretinoína, prescritos pelo dermatologista.




sábado, 5 de dezembro de 2009

Acne


Acne (cravos/espinhas) - Deve sempre ser tratada por um dermatologista para evitar a piora do quadro e o surgimento de cicatrizes.

Acne


Acne (cravos/espinhas) - Deve sempre ser tratada por um dermatologista para evitar a piora do quadro e o surgimento de cicatrizes.